“Trabalhar será opcional”: Musk optimista com chegada de robôs com IA

O magnata Elon Musk acredita que a combinação entre robótica e inteligência artificial vai mudar o mundo do trabalho. Concretamente, defende que as pessoas deixarão de precisar de trabalhar para viver confortavelmente. A previsão surgiu numa publicação recente na rede social X.

Segundo Musk, robôs inteligentes vão produzir bens e oferecer serviços em grande abundância. Além disso, farão isso com tamanha eficiência que os governos terão receita suficiente para pagar o que chama de “rendimento alto universal”. Ao contrário do rendimento básico universal, esta proposta garante conforto financeiro a todos os cidadãos. “Trabalhar será opcional”, afirmou Musk.

Adicionalmente, o Business Insider recorda que Musk já defendeu no passado que poupar para a reforma poderá tornar-se “irrelevante” nos próximos 20 anos. Para o magnata, a inteligência artificial e a robótica vão tornar esse esforço desnecessário.

Investidor que previu a crise de 2008 discorda

A previsão de Musk teve resposta imediata de Michael Burry. Este investidor ficou conhecido por prever a crise financeira de 2008 e tirar proveito dela. Para Burry, o cenário descrito por Musk não parece provável. Pelo contrário, o investidor acredita que haverá fortes agitações na sociedade civil. Concretamente, alerta que mais pessoas vão perder os seus empregos para robôs com inteligência artificial. “Falso. Primeiro haverá uma revolução”, escreveu Burry.

CP testa Starlink nos comboios Alfa Pendular

Entretanto, uma das empresas de Musk, a Starlink, dá os primeiros passos em Portugal. A CP — Comboios de Portugal — realiza testes experimentais de conectividade via satélite num dos comboios Alfa Pendular. O objectivo é melhorar o serviço de Wi-Fi a bordo.

A tecnologia usa antenas de comunicação via satélite. Adicionalmente, complementa o actual sistema suportado pelas redes móveis nacionais. Desta forma, reforça a ligação à internet nas zonas onde a cobertura móvel é mais fraca.

Nos primeiros testes, a tecnologia satélite representou cerca de 19% do tráfego total a bordo. Por outro lado, o seu papel foi especialmente relevante nos troços onde a rede móvel terrestre tem menor desempenho. Consequentemente, a CP vai avaliar a estabilidade da solução ao longo do período de testes. Com base nos resultados, decidirá se avança para uma implementação em maior escala.

“Um Wi-Fi estável, fiável e com qualidade durante toda a viagem vai ser uma realidade”, afirmou o ministro das Infra-estruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

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